DO MÉDICO E O MONSTRO AO ENFERMEIRO: ADAPTAÇÕES QUADRINÍSTICAS FORMANDO O GOSTO PELA LEITURA
Resumo
A humanidade sempre fez uso das representações imagéticas como forma de comunicação entre si. Na pré-história, o homem se comunicava por meio de pinturas rupestres que narravam o dia a dia daquela comunidade. No antigo Egito, havia os hieroglifos. Para os Sumérios, o Cuneiforme. No século XIV com Gutenberg, surge o impresso, e posteriormente, em meados 1890 surgem os quadrinhos que ganharam notoriedade entre crianças e jovens. Na educação, os quadrinhos vieram a se tornar um dos maiores aliados dos professores no processo de formação do gosto pela leitura. Por ser um gênero híbrido verbo-visual, que faz a junção entre texto e imagem, os quadrinhos podem ser apresentados como um dos principais fatores no processo de encantamento do leitor. O presente trabalho de cunho qualitativo bibliográfico busca compreender as relações entre as obras “O médico e o Monstro” de Robert Louis Stevenson traduzido por Silvio Antunha e publicado pela editora Principis (2019), “Médico e o Monstro em quadrinhos” adaptado por Esteves, Souza e Freitas (2021) também lançado pela editora Principis e a obra oitocentista de Machado de Assis “O Enfermeiro” publicado pela CDL (1968) e “O Enfermeiro em quadrinhos” adaptado por Vilachã e Rodrigues (2006) e, lançado pela editora Escala Educacional. A partir disso, visamos compreender quais as relações e as características em comum entre essas obras e como as adaptações quadrinísticas podem ou não formar o gosto pela leitura. Por fim, determinar – ou não – se as adaptações quadrinísticas que comparadas com o texto de partida são capazes de despertar o gosto pela leitura.